Ceder.

Até onde descaracterizar-se ou compor-se.
Análise diária.
E desde que me conheço por gente.
Durante muito tempo, cedi sem medir.
Pra constar de situações e realidades.
Fazer parte do todo - como se diz.
Depois, a tomada de consciência.
O porquê de se permitir ou se coobrigar.
A revisão de escolhas.
A releitura de iscas já mordidas.
Hoje - Ah! Os 30! - mordo iscas se quero.
E do alto do estame monadelfo, capto quando quero.
E polinizo se quero.
E - quase sempre - sabendo exatamente pra quê quero.
Quando - e se -, porventura, vier a não mais achar válidos esforços no polinizar, recolho-me.
Nem que isso signifique pólen maturado e desperdiçado.
É o preço que se paga em decidir-se por ser.
Escolher ser.