- Por ele.
- Ele?
- Isso.
- Quem é ele?
- Ele é.
- Não tem nome?
- Tem, mas não importa. O importante é ser ele.
Era um 'texto-presente'. No blog mesmo. Aqui.
Assim mesmo.
Embolado tudo junto.
Assim. No nada. Direto do buraco negro.
- Oi. Se achegue. Eu nunca te vi. Nesta vida. Porque te reconheço. Não me pergunte de onde. Tampouco pra onde vou. Eu só consigo enxergar que vou te carregar sempre comigo. -reverberou meu pensamento mudo.
- Cê conhece?
- Sim!! Tenho todos os álbuns!
- Mentira.
- Juro.
- Seeeeensacionaaaaaaaaallll!
Considerações sempre muito bem colocadas, mesmo em discordância.
Argumentos com forma. E conteúdo.
Filosofia.
Visão de mundo.
Visão do externo.
Visão interna.
Psicologia.
Profundidade.
Semelhança.
E tudo que haveria de ser novo: minha primeira comida japonesa.
Marzipã.
Perdi as contas já de quantos "Bora no lugar tal? Lá tem um troço assim e assado que é um des-con-trôoole."
E sempre traz gente que também peca. Uma desgraça! Hahahaha!
Check! Fui. Ele tava.
Ele existia já: tinham aberto a porta da garagem feito a Porta da Esperança. Eu já tinha companhia. Então.
Maoêeeee! Ufa.
Eu saía do meu redemoinho por ele. Era quando ele vinha abrindo a Porta dos Desesperados e eu saía correndo descabelada, ouvindo Sérgio Malandro berrar glu-glu. Tipo isso.
Não sobrava. Faltava.
Comprava meus tickets porque sabia que eu jamais aceitaria ajuda de outra maneira.
E acho que fingia não ver que durante um tempo, 'preferi' trabalhar de ônibus, quando, na verdade, tava mesmo era economizando pra poder pagar meia no cinema duas vezes na semana: acontecia muito de ter quarta de cinema e repeteco no sábado. Ou domingo. Ou os três.
E era ou gasolina todo dia, ou cinema com ele.
Nunca houve disputa: entre qualquer coisa e ele, ele.
Hoje, quando lembro, faço contas mentais, penso em tantos fragmentos de conversa... Eu não sei precisar quanto tempo 'ganhei'.
- Sou. E cê gosta.
- Ah... num sei não, hein?
- Tsc. Mente mal.
Cãibras na bochecha colecionadas nos momentos de riso ininterruptos. Chega a barriga dói quando acontece.
Inúmeras.
As piores da minha vida.
Eu tinha dor física, sempre que.
Enxaqueca. Dor de estômago.
E passou a ter ar de "nunca mais". Que durava até não suportar mais a falta: um dos dois cedia. Alternava: dependia do grau de carência um do outro que era vigente no momento. E lá íamos nós. Com o pé atrás, até que tudo era cinema na quarta de novo. E sábado.
E foi virando falta de ar.
E foi desalinhando o traço da nossa imagem em comum.
Eu tremia por nós.
Ele se desassossegava por mim.
Eu via manchas.
Ele via borrão.
Ele sofria também: a gente se maltratava tentando se bentratar.
E extrapolei a moldura -segundo ele.
E risquei, no quadro, a parte dele do desenho. Ele chorou.
Eu murchei por dentro.
Bati a porta atrás de mim.
Ele ficou na janela. Incrédulo. Olhando a chuva desmoronar nossa parceria em lama. Inconformado.
Passei lama no rosto como quem procura curar a pele. Inconformada. Também.
Não consegui salvar: a pele caiu.
Nasceu outra. Fina, ainda. Muito mais vulnerável que protetora.
Mágoa.
Tristeza.
Saudade do que tinha de bom.
Dor por tudo que não restou.
Sobrava falta no meu pote.
E eu partida em duas. Ou muitas.
Recomposição.
Incurável. Dizem.
Caí de novo. Julguei não suportar.
Uma solidão sem rosto.
Uma solidão sem nome.
Quem tem uma doença que dizem terminal, tem ela em si como companhia. Apenas. Pouco importando quem ou quantos ao redor.
As pessoas me olhavam com dó, como se enterrada eu já estivesse.
Não há sutileza em ter de se superar.
O Câncer é essa coisa que muta célula boa em podre. Numa autocontaminação sem fim.
Eu deveria poupá-lo. E fiz.
Alívio de esperança.
Expectativa do tempo: só ele poderia me dizer curada de fato.
Mudança astral.
Mudança física.
Mudança psíquica. [Terapia, essa bênção.]
Mudança mesmo: de cidade!
Sempre foi confiança. A Vida veio e alinhavou a parceria. Sem perguntar muita coisa.
- Oi. Lembro. E não sei se quero lembrar. A História tem um ponto final.
- Quero abrir outro parágrafo.
- Perdi a caneta.
Tomou coragem. Abriu a porta e encostou a cabeça no batente.
Olhou o corredor.
E me viu sentada. De costas. Olhando o horizonte.
Mediu a distância.
Olhei pra trás e vi um sorriso.
Veio sem pensar. [Ele não pode pensar. Não pode dar tempo de pensar. Senão dá tela azul do Windows... Hahaha!]
Sem botar nem tirar uma sílaba?
Quem saberá contar o enredo sem alterar o tom, o teor e o desfecho?
Sem errar, nem mudar uma vírgula?".
E nessa História não mora o óbvio.
E segue sendo...
Que a gente saiba represar pra gerar energia. E que... As águas corram certeiras de sua importância.
Hey! Benvindo aos 35!
[Crianças: não trabalhamos. (Ambos. Acho. Certezo, talvez.)]
Cada um em si.
E nós (s)em nós.
Eu não desejo nada a você. Desejar é querer. Querer não é ser.
Ser é fazer. E constituir.
Você perde.
Perde.
Mundo.
A gente se ganha. [Um "¡Olé!" ao Cassino que é a Vida. (Pode dizer que sou phodda linkando teu discurso. Sou mesmo.)]
A gente "se acha". [De buscar. E de 'modestar'. Um bejão, mundo! #smackmybitchup!]
Você é feito de 'circunstâncias' aqui.
A gente se resgata.
Na semelhança.
E no espelho.
Apesar de.
Ainda se.
A Frase -essa aí- rebento de costela.
Quem é você?
O Barro.
Mãos que me fazem entender Adão.
E "ok".
Os 35 não marcam retorno de Saturno, mas de Plutão.
E vida vivida! E vívida! :)
Vá! Onde achar que deve se buscar.
E não é pouco.
Nem haveria de ser.
Daí que comecei a escrever isso a partir de um comentário teu numa postagem minha recente, onde me disse:
E li um "só você pra preparar o presente dois meses antes".
Tanto quanto o que é essa Nossa História.
E mais nítido é o JRSN cravado na placa de bronze na numerada do Caronte.
Não costumo me incomodar muito com os 15" de espera até que a porta de chumbo apite pra ser aberta.
A gente 'compra' conforme necessidade.
Tipo Box Compre 1, Leve 4: puuuuuura raridade mercadológica.
Ha.
Quédizzê.
Carolina pra todo mundo: num vai táteno. Ocupada valeno pouco, mas por 4.
This I know because I lived.
E sou quase [nenfodeno] obediente. Hahahaha!
Sempre sei pra onde voltar.
Que sempre seja época de cheia.
Que as comportas sempre se abram.
E que, por vezes, sejam violentas: o espetáculo é lindo. Sobretudo, pra quem tem olhos de sentir.
Que elas sejam imponentes sempre que transbordar.
Ainda que assuste.
:)
E sempre é oportuno repetir: eu sei viver sem você por perto, só que não vou.
Designer de Projeto Abstrato,
Divisão de Recursos Setoriais - Eixo CWB X SAO,
Núcleo Dois Planetas,
Meu Mundo S/A.
















