terça-feira, 11 de agosto de 2009

Elo sem igual.


E perdi, em plenas 5 a.m., meu sono.
O corpo, esse mistério: pouco dorme, desperta em hora errada.

É engraçado perceber o quanto iguais se atraem.

A mais remota das minhas expectativas nunca previu alguém capaz de me “ajudar” a traduzir o mundo: e, de repente, deu de escrever. O acaso deve ser movido por algum fator... tinha de ser: é sintonia demais. 
E por coisas em comum tudo começou.
E por tantas outras descobertas, continua.

Todos os elos acabam por se tornarem estáveis em algum momento... exceto esse.

Minha vida geminiana.
Um libriano e seus mistérios.
Um mundo dentro de um lago profundo sendo dividido.

Signos de ar.
Mutantes como nuvens.
Capazes de devastar coisas e pessoas.
E de trazer bom tempo.
E chuva.
E sol.
E calor.

Há um tesouro no lago.
Sim: um diamante.
Sem igual, até então.
[E duvido mesmo o mundo ter sido capaz de produzir outro semelhante: no meu mundo, não.]


Durante muito tempo, acreditei ser já lapidado.
Perfeitamente lapidado... 

... mas descobri que não. 

A Vida me ensinou que não.
E foi aí que nasceu a leveza.

- Quanto pode valer um diamante?
- Depende.
- Do tamanho da pedra?
- Não: do quanto ele vai brilhar.

:)


MMMMMMMMMMMMMMMMMMMM

Mexi nesse texto hoje.
Ele não era assim direto e leve.
Relendo, descobri que o que foi já não representa.
Porque o passar do tempo nos modifica. Quase sempre.
E, tantas vezes, pra melhor.

A gente mora no "quase sempre".
E também no "pra melhor".

E, de repente, nós: Nós.
Com direito a maiúscula de nome próprio. E identidade.

Assim [quase] tão simples, como num

"❤, sabe?".

Sabe.
Claro que sabe.

Sempre soube.

CWB, 28.08.2015, às 3h22.